Nossos equívocos – A mediocridade

Nossos equívocos – A mediocridade

A mediocridade se revela quando depois de perdermos Market share, acharmos que podemos manter a posição em que estamos porque estancamos a queda, mas não podemos manter o negócio segundo esta perspectiva, pois ele somente sobrevive se continuamente repensarmos quem somos e nos reinventarmos em todo o tempo.

Vamos recuperar o que temos refletido. Primeiro o sonho, depois a sua construção, depois a arrogância e então, ladeira abaixo. Conseguimos estancar? Sim, ótimo! Onde paramos? Temos que entender este momento, compreender a nossa real situação e então planejarmos de novo, sonharmos de novo e levarmos o negócio onde ele deveria estar se não tivéssemos sido arrogantes e acharmos que não dependíamos de nossos clientes e que nem deveríamos nos preocupar com os nossos concorrentes.

Não podemos morrer na mediocridade. Não tem como pararmos e ficarmos estacionados na posição que estamos ou voltamos para ocupar a posição que tínhamos ou continuaremos ladeira abaixo. Temos e precisamos compreender que um negócio não fica estagnado, que não mantém o seu Market share sem fazer nada.

A mediocridade está quando nos esquecemos de quem somos e o que podemos fazer com as pessoas que nos ajudaram a crescer, que sonharam conosco e adotamos uma postura pessimista.

Agir sob esta ótica, implica que iremos continuar o processo de ladeira abaixo e nunca recuperaremos a imagem, nunca apresentaremos um produto ou serviço que seja a resposta à necessidade das pessoas. Isto implica que o nosso destino é o desaparecimento.

Por isso, o que fazer? Começar de novo, com a mesma paixão da primeira vez, reinventar o negócio. Conduzir segundo os mesmos valores e paixão que tivemos no passado. Mas sempre fazer com o foco no planejamento. Precisamos olhar o negócio na perspectiva detalhada para tomarmos a decisão com os pés no chão e avaliarmos o que devemos manter e o que cortar, se tem pessoas que podem nos ajudar ou se teremos que nos cercar de outras, isto é, precisaremos trocar os talentos humanos que estão conosco por outros mais adequados à realidade atual?

São estas coisas importantes que precisamos fazer. Principalmente, nos apoiarmos em pessoas que nos ajudarão a repensar o negócio na perspectiva de conduzi-lo ao topo novamente.

Não podemos viver na mediocridade da queda, mas sempre na perspectiva de reconstruir o quê e como precisamos fazer, pois quem já esteve no topo sabe que pode voltar para lá e que aprendeu a lição a respeito do cliente e concorrentes.

Foto por: Christian Joudrey on Unsplash

Podemos mudar?

Podemos mudar?

Quando olhamos a crise pela qual estamos passando, os desafios que estamos enfrentando e olhamos o futuro, o que temos visualizado? Estamos prontos para enfrentar? Estamos prontos para as mudanças? Se não, precisamos repensar o que estamos fazendo e onde queremos estar.

Podemos olhar as crises que enfrentamos de duas maneiras: sendo pessimistas e nos entregarmos ao derrotismo, ou pararmos, repensarmos e ajustarmos quanto a questão do que desejamos, onde e como queremos estar e nos prepararmos para a nova realidade que vislumbramos pela frente.

Não se trata da questão do que fizemos até hoje, de como fizemos, entregamos, atendemos os nossos clientes, mas do quanto estamos e desejamos estar preparados para o que virá pela frente.

Sentar, rever, planejar ou revisar um planejamento é fundamental, sempre. Vivemos dos sonhos que temos, dos objetivos que traçamos, do que queremos alcançar, não de nosso passado, não do que fizemos até hoje, mas do quanto queremos nos adaptar, tanto no aspecto do que e como iremos fazer, mas principalmente de como iremos mudar a nossa forma de pensar.

Sabemos que estamos passando por grandes transformações sociais, que o país passa por uma crise sem precedentes e que muitos de nós não estávamos preparados para enfrenta-la.

Uma organização vive e sobrevive de sua cultura, de seus valores, dos seus objetivos, dos seus sonhos e não somente do que é explícito e documentado. Talvez a cultura oculta exerça muito maior influência do que o que é e está escrito por meio dos processos, procedimentos, diretrizes, planejamentos. Temos que entender que somente mudamos e chegamos onde sonhamos quando somos capazes de influenciar as pessoas com os nossos sonhos, quando conduzimos todos a uma transformação da maneira de pensar, dos valores que cercam a cultura organizacional.

Para termos uma mudança de cultura organizacional precisamos olhar sob a perspectiva de jornada, de longo prazo, de um passo por vez. Incutir valores e pensamentos nas pessoas requer que elas vejam em nós o modelo, o exemplo do que e como fazer para que possam entender onde e como desejamos chegar.

Podemos mudar? Sim, quando entendemos que a mudança precisa começar no nível estratégico, na revisão das prioridades, na mudança de comportamento, pois não se trata dos símbolos que tínhamos, mas dos novos que precisamos criar para conduzir as pessoas onde queremos chegar.

Lidar com as crises

Lidar com as crises

A grande questão que temos que levantar, ou precisamos refletir é se estamos prontos para lidar com as crises que podem assolar o negócio que gerenciamos, pois se não estivermos preparados, e somos os responsáveis, o impacto pode ser muito grande para o negócio, para as pessoas e até mesmo para nós.

Não levamos a sério os riscos de sermos afetados por crises. Nem pensamos muito sobre isso e, devido à cultura, nunca pensamos que qualquer uma delas poderá nos afetar, mas isso não é verdade, pois estamos sujeitos às mesmas, sempre.

Que são crises? Qualquer coisa que aconteça que possa afetar o andamento dos negócios e precisamos estar preparados para elas, sem a paranoia de pensar que pode ser a qualquer instante e que estão carregadas de más intenções.

Exemplos? Podemos citar um funcionário crítico que decide mudar de emprego ou que devido a um acidente, ficará de licença por um período prolongado, ou que veio a falecer. Ou mesmo nós que fazemos a gestão podemos ser afetados por este tipo de coisa. Outro? Uma venda realizada de forma equivocada a um preço incorreto ou um alimento produzido que foi contaminado durante o processo e pode levar pessoas a hospitais ou mesmo ao falecimento. Sermos assaltados. E assim, tantas outras ocorrências que possamos enfrentar que levará a uma parada no processo produtivo, a perda de controle, perda de vidas e tantas outras.

Devemos olhar estas possibilidades com uma paranoia desenfreada? Não, mas precisamos estar preparados para elas dependendo do nível de risco que pode ocorrer. Para enfrenta-las precisamos pensar e analisar a possibilidade de acontecer, planejar medidas preventivas, documenta-las, ensinar as pessoas a enfrentarem e principalmente, simular situações para que se possa analisar comportamentos, falhas do processo de gestão de crise, tomar as medidas corretivas e simular novamente, como um ciclo PDCA.

Não preservamos o negócio e nem asseguramos a sua continuidade se não estivermos preparados para enfrentar as crises. Precisamos parar de deixar estas coisas nas mãos do acaso e começarmos a nos preocuparmos e agir para mitigar os riscos e possibilidades de que estas crises podem aparecer.